A beleza feminina dos années folles foi representada por Tarsila do Amaral em seu autorretrato. Pintada em 1924, a obra é comparada às esculturas de Brancusi e aos cartazes de Hollywood da época. Pelas mãos da Sauer, o óleo da artista ganha versão em aquarela no pingente sob papel e ouro amarelo com cordão de seda pura.

Imagem recorrente nas artes e na joalheria, a cobra é a figura central da linha inspirada na obra ‘Urutu’. O anel em quartzo marfim e ouro amarelo dialoga com umas das máximas do movimento antropofágico: o poder da deglutição nas artes, que devora, processa, para depois eclodir algo novo daquilo que foi consumido.

Sinuosos e envolventes, os brincos da linha Urutu trazem os dois elementos centrais da obra homônima de Tarsila do Amaral. A serpente, em ouro amarelo 18k reciclado, tem o poder de engolir para criar algo novo; o ovo, em quartzo marfim, representa a gênese e a força contentora daquilo que transforma.