O Museu de Arte Contemporânea de Goiás, unidade do Centro Cultural Oscar Niemeyer (MAC/CCON), abre a programação 2016 com a inauguração de duas mostras simultâneas de seu acervo, com curadoria de Gilmar Camilo: Cenas da arte brasileira nas coleções MAC | Goiás – gravuras e desenhos e Experiências, Memórias e Identidades – artistas goianos no acervo MAC | Goiás. A abertura será no dia 19, terça-feira, às 20 horas. As exposições estarão em cartaz de quarta-feira, dia 20, até 20 de abril. As visitas podem ser feitas de terça a sexta-feira, das 10 às 18 horas e sábado e domingo, das 12 às 19 horas.

Cenas da arte brasileira nas coleções MAC | Goiás – gravuras e desenhos, será realizada na Galeria D.J. Oliveira. Está constituída por artistas nacionais que se destacaram nos gêneros gravura e desenho. São eles: Aldemir Martins, Alfredo Volpi, A. Lizárraga, Aloísio Sérgio Magalhães, Ana Letycia, Ana Miguel, Anna Bella Geiger, Anna Carolina Albernaz, Arlindo Daibert, Babinski, Branca C. Oliveira, Carlos Harle, Carlos José Pasquetti, Cícero Dias, Claúdio Valério Teixeira, Clécio Penedo, Clóvis Graciano, Eduardo Sued, Edith Behering, Glauco Pinto de Moraes, Henrique Leo Fuhro, Isabel Pons, J. Borges, João Câmara Filho, Marcelo Grassmann, Marcos Coelho Benjamin, Mário Gruber, Massuo Nakakubo, Paulo Emílio Fogaça, Rubem Valentim, Rubens Gerschmann, Tarsila do Amaral, Zé César e Wilson Piran.

Esse conjunto de gravuras da exposição é uma das mais significativas coleções que integram o acervo do MAC | Goiás. O recorte curatorial da mostra propõe ao expectador um olhar sobre as diferentes técnicas de gravura, como água-forte, ponta-seca, serigrafia e litografia, mostrando como esses artistas se consolidaram no panorama da gravura brasileira e da arte sobre papel produzida no Brasil.

Dos 75 trabalhos, entre gravuras e desenhos, se destacam 13 gravuras de João Câmara, da série “Cenas da vida brasileira”, que inspirou o título da exposição. Sem esquecer uma das maiores artistas do acervo MAC: Tarsila do Amaral, nome histórico na arte brasileira.

A segunda exposição, Experiências, memórias e identidades – artistas goianos no acervo MAC | Goiás, será realizada na Galeria Cleber Gouvêa. A mostra faz um recorte da coleção de arte goiana do MAC, com panorama da produção artística entre 1967 e 2015, e abordagem sobre a contribuição dos artistas para as artes plásticas em Goiás e as diversas experiências artísticas que se seguiram.

Integram a exposição 24 nomes consagrados da arte em Goiás: Amaury Menezes, Antônio Poteiro, Cleber Gouvêa, Dineia Dutra, D.J. Oliveira, Edney Antunes, Fernando Costa Filho, Gustav Ritter, Juca de Lima, Juliano Moraes, Leonam Fleury, Luiz Mauro, Nazareno Confaloni, Nonatto Coelho, Omar Souto, Octo Marques, Paulo Humberto, Pitágoras, Roos de Oliveira, Selma Parreira, Siron Franco, Tai Hsuan-na, Valdelino Lourenço e Washington H. Rodrigues.

Composta por 50 trabalhos, Experiências, memórias e identidades inicia com obras da década de 1960, como as de Octo Marques e Valdelino Lourenço, que exaltam a paisagem urbana da
cidade de Goiás; a série de negros de Nazareno Confaloni da década de 1970; os retratos e as paisagens expressionistas de D.J. Oliveira, as grandes pinturas de Cleber Gouvêa, também dos anos 1970, e segue com a geração de 1990, com os trabalhos de Juliano Moraes e Luiz Mauro e a obra de Pitágoras, esta a mais recente da exposição, produzida em 2015.

Os artistas que integram a exposição tiveram notoriedade nas artes plásticas em Goiás. Desses, quatro estrangeiros se destacam: o frei italiano Nazareno Confaloni, o escultor alemão Gustav Ritter, o português Antônio Poteiro, e o chinês Tai Hsuan-an. De outros estados D.J. Oliveira e Cleber Gouvêa, que dão nome às duas galerias do MAC, também constituíram a maior parte de sua produção artística em Goiás. Entre os goianos, Octo Marques, Amaury Menezes, Fernando Costa Filho, Leonam Fleury, Juca de Lima, Siron Franco, Omar Souto, entre outros, levaram a arte que produziram em Goiás para além de suas fronteiras.

De acordo com o curador Gilmar Camilo, o conjunto das obras traz consigo um relato e o espírito de época, formando a memória artística goiana. “São trajetórias que perpassam vários caminhos, desde a pintura realista dos pioneiros Octo Marques e Valdelino Lourenço, à abstração poética de Juliano Moraes, ao ideal futurista de cidade contido na obra de Pitágoras. São diversas experiências, perfis e dinâmicas”, anuncia.

Durante o período que as exposições estarão em cartaz o MAC oferece dentro do projeto arte-educação, visitas guiadas, mediações e ações educativas com atividades direcionadas à coordenadores, professores e alunos das redes pública e privada de ensino. As visitas poderão ser agendadas pelo (62) 3201-4918.

Fonte: Portal Goiás Agora