Confira nesse PDF para Download (em espanhol), um artigo sobre a Tarsila do Amaral publicado na Revista colombiana Historia Y MEMORIA. Redigido por Maria Elena lucero.

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thumbTarsila do Amaral e a abertura antropofágica Relatos da modernidade brasileira Como descolonização estética

Tarsila do Amaral (1886-1973) iniciou sua fase antropofágica em 1928 após materializar Abaporú, uma pintura que sugeriu a Oswald de Andrade a escrita do Manifesto antropofágico no mesmo ano. Estas propostas formularam a antropofagia como a devoração do colonizador, assimilando certos aspectos, descartando outros e promovendo uma versão do indígena como aquele que comia o outro sem culpa. Portanto, o peril político da antropofagia cultural no Brasil criou dispositivos que, a partir da retórica visual ou literária, levaram a desmontar os mecanismos de dominação ligados ao colonialismo.

Este trabalho propõe uma leitura da trajetória de Tarsila centrada na Antropofagia de 1929, uma obra que operou como aposta descolonizadora da estética eurocentrista proveniente da iconograia ocidental. Nesta imagem as iguras estabeleciam uma fusão com o próprio entorno, imbuídas de um gigantismo visual que em alguns momentos as tornava ameaçadoras. A selva recriava uma versão do tropicalismo como espaço de fortaleza ou sinergia em uma atmosfera local que se distanciou das maneiras pré-concebidas de simbolizar a paisagem brasileira, reconstruindo uma visualidade vigorosa que confrontava a invenção estereotipada sobre o cenário.

Texto: Maria Elena lucero
Fonte: Revista Historia Y MEMORIA