Até 28 de julho, museu fica aberto até 19h de quarta a sexta; e até 20h aos fins de semana e nas terças gratuitas

Sucesso de público, a exposição Tarsila Popular, em cartaz no Masp, ganhou horário de visitação estendido até o final da mostra, em 28 de julho. O museu, cujo horário de funcionamento é das 10h às 18h de quarta a domingo e até as 20h nas terças-feiras gratuitas, fecha agora às 19h entre quarta e sexta-feira, e às 20h aos fins de semana. 

Desde a abertura da exposição, em 5 de abril, o museu recebeu mais de 116 mil pessoas. Nos primeiros dias da mostra, chegou-se a se formar longas de visitantes que aguardavam no vão do Masp sua entrada no museu. 

Tarsila popular é a mais ampla mostra já realizada sobre a artista Tarsila do Amaral (1886-1973), reunindo cerca de 120 trabalhos da artista, sendo mais de 50 pinturas. Entre as atrações, estão as icônicas Abaporu (1928), uma das mais populares da artista, Antropofagia (1929) e Operários (1955). A exposição marca o retorno da obra da artista a São Paulo, depois percorrer, entre 2017 e 2018, museus em Nova York e Chicago.

A expografia de Tarsila Popular permite que os visitantes sigam seu caminho livremente, mas há obras da pintora que foram agrupadas em pequenas salas. O trajeto começa com A Negra (1923) e com uma série de retratos e autorretratos, como Autorretrato com Vestido Laranja (1921), quadro do Banco Central incorporado ao acervo do Masp depois de um acordo de comodato.  

‘Abaporu’ é um dos destaques da mostra Tarsila Popular, em cartaz no Masp até julho
‘Abaporu’ é um dos destaques da mostra Tarsila Popular, em cartaz no Masp até julho Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Há ainda as seções de nus, viagens, manifestações religiosas e outra com trabalhos da artista mais ligados ao universo popular. “O enfoque da exposição é o ‘popular’, noção tão complexa quanto contestada, e que Tarsila explorou de diferentes modos em seus trabalhos ao longo de toda a sua carreira. O popular está associado aos debates sobre uma arte ou identidade nacional e a invenção ou construção de uma brasilidade”, traz um trecho do texto de apresentação da exposição. “Em Tarsila, o popular se manifesta através das paisagens do interior ou do subúrbio, da fazenda ou da favela, povoadas por indígenas ou negros, personagens de lendas e mitos, repletas de animais e plantas, reais ou fantásticos.”

Mas é no setor final que estão as aguardadas obras Abaporu, que foi emprestada pelo Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (MALBA), e Antropofagia. “As obras mais conhecidas da artista, caso de Abaporu e Antropofagia, são inseridas em novos contextos, no caso em diálogo com o Batizado de Macunaíma, lembrando a relação da obra da Tarsila com a mitologia indígena”, explicou o curador da exposição, Fernando Oliva, ao Estado, na época da abertura da mostra.

Além de Tarsila Popular, fica também em cartaz no Masp até 28 de julho a exposição Lina Bo Bardi: Habitat, que retrata vida, obra e legado da arquiteta, designer, curadora, editora, cenógrafa e pensadora ítalo-brasileira Lina Bo Bardi (1914-1992). Lina é autora de dois símbolos importantes de São Paulo: o Masp e o Sesc Pompeia.

Masp. Av. Paulista, 1.578, tel. (11) 3149-5959. R$ 40 (grátis às terças). Quarta a sexta, das 10h às 19h; sábado, domingo e terça, das 10h às 20h (fecha às segundas).

Texto e fonte: Portal Estadão
Foto: Tiago Queiroz/Estadão