Repetindo a fórmula dos últimos três anos, com um tema curatorial que dá o tom à toda programação, o Masp terá a agenda de 2019 em torno de artistas mulheres e narrativas femininas ou feministas.

Estabelecido pela equipe de curadores chefiada por Adriano Pedrosa, o tema conversa com toda a agenda de denúncias e reivindicações femininas pelo mundo, como o movimento MeToo.

Chega, no entanto, num momento em que a Pinacoteca acaba de encerrar “Mulheres Radicais”, um grande recorte sobre a arte feminista, e que os questionamentos sobre privilégios só crescem– é possível, por exemplo, apontar a predominância absoluta de homens brancos no conselho e diretoria do museu.

P049A NEGRA, 1923, óleo sobre tela.

Numa programação que enfatiza o modernismo, estão previstas exposições individuais de Tarsila do Amaral e Lina Bo Bardi, além de mostras de Djanira da Motta e Silva, Anna Bella Geiger, Leonor Antunes, Gego– esta última, uma alemã que imigrou para a Venezuela para tornar-se uma das pioneiras da arte cinética latina-americana.

Costurando narrativas, tempos e perspectivas, está prevista uma mostra coletiva internacional “Histórias das Mulheres, Histórias Feministas”. A exposição será dividida entre artistas dos séculos 16 ao 19 que abordam a questão da mulher e nomes recentes que tratam do feminismo.

A iniciativa segue “Histórias da Infância” (2016), “Histórias da Sexualidade” (2017) e “Histórias Afro-Atlânticas” (2018), citada no New York Times como uma das melhores exposições do ano.

Programação:

Tarsila Popular (abril a julho)
Cerca de 120 trabalhos serão apresentados, com ênfase em questões sociais, políticas, raciais e de classe.

Texto: Gabriela Longman/ Folha de São Paulo.