Feito com lama de Brumadinho, mural em SP homenageia trabalhadores mortos. O painel do artista Mundano é uma releitura da obra Operários, de 1933, de Tarsila do Amaral.

Uma releitura da obra Operários, de 1933, de Tarsila do Amaral, o painel do artista Mundano, é mais do que uma homenagem aos trabalhadores de Brumadinho, é um grito de lembrança: Brumadinho aconteceu. “Quem aqui lembra de Mariana e Brumadinho? É um jeito de tatuar um prédio, o concreto, no meio do centro de São Paulo, esse centro financeiro, para mostrar e todo mundo lembrar que a mineração tem custo.”, diz o artista.

São 22 rostos pintados com tinta à base da lama – de 250 quilos de terra foram feitos 270 de tinta. Nos olhos, o cansaço de quem busca cotidianamente a esperança pela Justiça, assim como os operários de Tarsila do Amaral, que carregam as olheiras da industrialização da década de 1930.

Na parte de baixo está o capacete com o símbolo da mineradora Vale S.A. Um pouco mais acima, um único rosto segura um olhar firme e um megafone na mão direita. Acima de todos, mostra-se a mineradora, impune, pesando sobre os trabalhadores e cercada de poluição, refletida em um céu amarelado.

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Fonte, foto e vídeo: Brasil de Fato
Texto: Caroline Oliveira